Na época em que eu nasci, não se falava em colheita mecânica; aliás, isto era algo que ainda estaria por vir.
Meus pais contavam que naquele tempo, a colheita de feijão passava
pelas hastes do cambão e, durante a minha juventude eu mesmo fui
testemunha ocular desse fato.
Já bati muito feijão quando eu era
novo. No tempo da colheita do feijão, minha família saia de de manhã pra
roça (e só voltava a tarde), levando junto uma cabaça grande cheia
de água potável, e uma caneca para tomar água; um cachorrinho e um
gatinho de estimação nos acompanhava. A corote d'água, era colocad à
beira do carreador na sombra de um pé de café; onde a água permanecia sempre fresquinha. Isto num tempo onde a moringa de barro quase ninguém tinha.
Lembro-me, certa vez (minha familia) colhemos duzentas e cinquenta sacas de feijão onde tudo fora malhado por conta do cambão.
O cambão era um artefato feito com duas varas finas e delicadas,
atreladas por uma tira de couro cru onde com o movimento continuo dos
braços da pessoa, uma das partes do cambão, era açoitada para baixo em
cima do feijão seco; onde o impacto produzido pelos golpes do cambão,
era o bastante para fazer com que as vargens secas debulhassem.
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